Final da Copa do Brasil - Cruzeiro X Atlético - #Crônica


Nem tudo na vida tem o privilégio de ser eterno. Se fosse característica intrínseca a todas as coisas terrenas, a eternidade seria apenas mais um atributo banal e efêmero, como a beleza, a força ou a nobreza.
A eternidade é mais que isso. Prescinde de qualquer determinação cronológica. É o diferencial entre ser e estar. É qualidade única dos imortais. Portanto, aqueles que ousam alcançá-la são muito exigidos e, por regra, atravessam caminhos mais sofridos que os demais.
Faz sentido.
A final da Copa do Brasil 2014 é um exemplo de algo que nasceu para durar para sempre. Uma decisão germinada em 18 de agosto e que não termina no próximo 26 de novembro. Vai muito além.
Pela primeira vez, a Copa do Brasil terá um prêmio a mais em disputa: a eternidade do sentimento, seja o festejo de glória do vencedor ou o luto de lamúria do vice. André Agassi, tenista digno da alcunha de eterno, define bem: “O que faz algo especial não é apenas o que você tem a ganhar, mas o que você sente que há para perder”.
Porém o cruzeirense não conjuga o verbo “perder” na primeira pessoa. O Cruzeiro é a antítese da derrota. É o clube combatido, jamais vencido. É o clube que carrega a vitória como uma vocação, não como um ideal. É o clube que não vence apenas um, vence todos.
O cruzeirense não se alimenta de crenças e místicas dúbias; ele respira sua afirmação absoluta. O cruzeirense não torce contra o vento; ele batalha a favor das cinco estrelas. O cruzeirense não vive do seu passado; ele usa sua história como propulsão para um futuro ainda mais grandioso.
Somos donos e guardiões de um livro de páginas infinitas. Muitas delas já escritas com roteiros épicos, devidamente assinados por seus protagonistas; outras ainda estão em branco, com autores indefinidos, mas prontas para serem preenchidas no momento certo.
Dizem que finais não são feitas para serem jogadas, mas, sim, vencidas. Vou além. Finais foram feitas sob medida para o Cruzeiro e sua inexorável aptidão para o triunfo.
Ignoremos o cansaço físico, o estádio pequeno, a disputa paralela do Brasileirão, a presença de visitantes em nossa casa, os devaneios sem km dos rivais, a garganta rouca e quaisquer outras adversidades. O momento é único e precisamos mostrar que o Cruzeiro somos nós!
Dentro de 30, 200 ou 600 anos, nossas vitórias serão ecoadas no silêncio ensurdecedor da eternidade. 26 de novembro poderá ser tão memorável quanto 9 de julho, 30 de novembro, 13 de agosto; Willian, Henrique, Ricardo e Marcelo poderão deixar de ser nomes comuns para atingir o patamar de Eduardo, Geovanni, Alexsandro e Nelson; e nós não seremos apenas testemunhas oculares, mas, sim, coadjuvantes de luxo de um enredo incomparável.
Tudo isso pode ser (e será!) eterno, não como a luz cintilante de uma estrela, mas como o interminável brilho azul de uma constelação.

Autor: Desconhecido


Nem tudo na vida tem o privilégio de ser eterno. Se fosse característica intrínseca a todas as coisas terrenas, a eternidade seria apenas mais um atributo banal e efêmero, como a beleza, a força ou a nobreza.
A eternidade é mais que isso. Prescinde de qualquer determinação cronológica. É o diferencial entre ser e estar. É qualidade única dos imortais. Portanto, aqueles que ousam alcançá-la são muito exigidos e, por regra, atravessam caminhos mais sofridos que os demais.
Faz sentido.
A final da Copa do Brasil 2014 é um exemplo de algo que nasceu para durar para sempre. Uma decisão germinada em 18 de agosto e que não termina no próximo 26 de novembro. Vai muito além.
Pela primeira vez, a Copa do Brasil terá um prêmio a mais em disputa: a eternidade do sentimento, seja o festejo de glória do vencedor ou o luto de lamúria do vice. André Agassi, tenista digno da alcunha de eterno, define bem: “O que faz algo especial não é apenas o que você tem a ganhar, mas o que você sente que há para perder”.
Porém o cruzeirense não conjuga o verbo “perder” na primeira pessoa. O Cruzeiro é a antítese da derrota. É o clube combatido, jamais vencido. É o clube que carrega a vitória como uma vocação, não como um ideal. É o clube que não vence apenas um, vence todos.
O cruzeirense não se alimenta de crenças e místicas dúbias; ele respira sua afirmação absoluta. O cruzeirense não torce contra o vento; ele batalha a favor das cinco estrelas. O cruzeirense não vive do seu passado; ele usa sua história como propulsão para um futuro ainda mais grandioso.
Somos donos e guardiões de um livro de páginas infinitas. Muitas delas já escritas com roteiros épicos, devidamente assinados por seus protagonistas; outras ainda estão em branco, com autores indefinidos, mas prontas para serem preenchidas no momento certo.
Dizem que finais não são feitas para serem jogadas, mas, sim, vencidas. Vou além. Finais foram feitas sob medida para o Cruzeiro e sua inexorável aptidão para o triunfo.
Ignoremos o cansaço físico, o estádio pequeno, a disputa paralela do Brasileirão, a presença de visitantes em nossa casa, os devaneios sem km dos rivais, a garganta rouca e quaisquer outras adversidades. O momento é único e precisamos mostrar que o Cruzeiro somos nós!
Dentro de 30, 200 ou 600 anos, nossas vitórias serão ecoadas no silêncio ensurdecedor da eternidade. 26 de novembro poderá ser tão memorável quanto 9 de julho, 30 de novembro, 13 de agosto; Willian, Henrique, Ricardo e Marcelo poderão deixar de ser nomes comuns para atingir o patamar de Eduardo, Geovanni, Alexsandro e Nelson; e nós não seremos apenas testemunhas oculares, mas, sim, coadjuvantes de luxo de um enredo incomparável.
Tudo isso pode ser (e será!) eterno, não como a luz cintilante de uma estrela, mas como o interminável brilho azul de uma constelação.

Autor: Desconhecido
 
Layout por Layous Ceu Azul | Cruzeiro Torcedor | por: Willian Ernani